Setor de climatização enfrenta escassez de profissionais qualificados em todo o Brasil
Empresas relatam dificuldades para contratar instaladores e técnicos especializados em um mercado que segue crescendo impulsionado pela construção civil, modernização de edificações, qualidade de vida e busca por eficiência energética
Enquanto diversos setores enfrentam desafios para gerar empregos, a climatização vive um cenário oposto: faltam profissionais qualificados para atender à demanda do mercado.
Empresas que atuam na venda, instalação e manutenção de sistemas de ar-condicionado e refrigeração relatam dificuldades crescentes para encontrar técnicos especializados, instaladores e profissionais com conhecimento em novas tecnologias do setor.
A necessidade de mão de obra acompanha o avanço da construção civil, a modernização de edifícios corporativos, hospitais, hotéis, centros comerciais e indústrias, além da substituição de equipamentos antigos por sistemas mais eficientes energeticamente. Soma-se a isso a crescente preocupação das empresas em proporcionar conforto térmico e qualidade de vida aos colaboradores.
Segundo levantamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), profissões ligadas à manutenção, instalação e operação de sistemas industriais estão entre as mais demandadas pela indústria brasileira nos próximos anos. A área de refrigeração e climatização acompanha essa tendência, exigindo profissionais cada vez mais preparados tecnicamente.
O cenário tem se intensificado com a expansão de setores altamente dependentes da climatização, como supermercados, data centers, hospitais e indústrias. De acordo com dados do setor AVAC-R (Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração), o mercado brasileiro movimentou cerca de R$ 50 bilhões em 2025 e segue em trajetória de crescimento. Apenas os segmentos de instalação e manutenção registraram expansão superior a 20%, ampliando a necessidade de profissionais capacitados para atender uma demanda cada vez mais especializada.
Para empresas do setor, um dos principais desafios é atrair jovens para carreiras técnicas. Embora a profissão ofereça boas oportunidades de empregabilidade e renda, muitas vagas permanecem abertas por falta de candidatos qualificados.
Com atuação nacional, a Denteck Climatização observa esse cenário em diversas regiões do País. A empresa, que atua há mais de 15 anos no mercado, mantém relacionamento com uma ampla rede de instaladores e parceiros técnicos, acompanhando de perto as dificuldades enfrentadas pelo segmento para ampliar sua força de trabalho.
Ao mesmo tempo, a companhia tem investido fortemente na capacitação dos profissionais que atuam na ponta do mercado. Somente no primeiro semestre de 2026, a Denteck promoveu 32 ações voltadas ao canal de distribuição, incluindo treinamentos técnicos, participação em feiras do setor, eventos de relacionamento, encontros em lojas e iniciativas direcionadas aos instaladores. As ações tiveram como objetivo ampliar o acesso à atualização profissional, disseminar conhecimento sobre novas tecnologias e fortalecer a qualificação da mão de obra especializada.
“Percebemos que a escassez de profissionais é um dos principais desafios para o crescimento sustentável do setor. Por isso, entendemos que nosso papel vai além da comercialização de equipamentos. Investimos constantemente na formação e atualização de instaladores e parceiros para que estejam preparados para atender às exigências técnicas e tecnológicas de um mercado em constante evolução”, afirma Jeferson Eckhardt, fundador e diretor da Denteck Climatização.
Além do conhecimento em instalação e manutenção, os profissionais precisam dominar normas técnicas, eficiência energética, eletrônica embarcada, automação e sistemas inteligentes presentes nos equipamentos mais modernos. A transformação tecnológica do setor exige uma qualificação cada vez mais abrangente, especialmente diante do avanço de soluções conectadas, do crescimento dos data centers e das exigências de sustentabilidade e redução do consumo de energia.
Para especialistas, o enfrentamento do déficit de mão de obra passa por uma aproximação maior entre empresas, instituições de ensino e entidades de qualificação profissional. A expectativa é que o setor continue crescendo nos próximos anos, tornando ainda mais estratégica a formação de novos profissionais para atender às demandas de um mercado cada vez mais sofisticado e tecnológico.
